sexta-feira, 17 de abril de 2009

Keynesianismo na crise econômica de 2008/9

Após a Grande Depressão, incentivada pela quebra da bolsa de valores de New York, surge uma análise do mercado econômico proposta por John M. Keynes, economista britânico, afim de conhecer as determinantes do nível de emprego na sociedade, juros e moeda. Os neoclássicos já se diferenciaram dos clássicos quando passam a identificar que o valor agregado é definido pela utilidade e não pelo trabalho como se afirmava anteriormente. Os marginalistas defendiam a idéia de que a relação entre o comprador e o vendedor busca o máximo de benefícios para ambos, o primeiro visa o menor custo com maior benefício e o segundo busca ampliar sua lucratividade. Essa relação utilitarista sempre foi analisada de forma individual no tocante as relações de compra e venda, mas Keynes traz a concepção de que esta relação deve ainda ser estendida também as grandezas do país, pois devem fazer parte do resultado da lucratividade. De igual forma essas grandezas podem ser utilizadas para conhecer cada setor da economia.
Se os neoclássicos acreditavam que perante uma crise econômica o Estado não deve interferir, porque a economia se auto-regula, Keynes afirma que a atuação do Estado deve ser do tipo intervencionista. Por esse motivo Paul Krugman (professor de assuntos econômicos e internacionais na Universidade de Princeton e ganhador do prêmio Nobel de economia de 2008) cita em seu livro "A Crise de 2008 e a Economia da Depressão" a atualidade da teoria keynesiana mediante a crise que se vê no fim da primeira década do século XXI. Assim como na crise de 1929, na crise atual os Estados vêm atuando intensamente, intervindo nas suas economias para salvar as empresas e auxiliar seus cidadãos. Nota-se que as grandes potências discutem sobre, a nacionalização de instituições financeiras, sobre a ajuda à setores industriais com recursos públicos e também colocam em pauta a possibilidade de encontrar uma solução conjunta para a crise. No G20, ficou definido recentemente que um afastamento do modelo americano de desenvolvimento capitalista poderá auxiliar de certa forma a superar o problema.
Cada vez mais a teoria keynesiana se atualiza mediante as intervenções estatais e a mão invisível de Adam Smith torna-se obsoleta.

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