Após a Grande Depressão, incentivada pela quebra da bolsa de valores de New York, surge uma análise do mercado econômico proposta por John M. Keynes, economista britânico, afim de conhecer as determinantes do nível de emprego na sociedade, juros e moeda. Os neoclássicos já se diferenciaram dos clássicos quando passam a identificar que o valor agregado é definido pela utilidade e não pelo trabalho como se afirmava anteriormente. Os marginalistas defendiam a idéia de que a relação entre o comprador e o vendedor busca o máximo de benefícios para ambos, o primeiro visa o menor custo com maior benefício e o segundo busca ampliar sua lucratividade. Essa relação utilitarista sempre foi analisada de forma individual no tocante as relações de compra e venda, mas Keynes traz a concepção de que esta relação deve ainda ser estendida também as grandezas do país, pois devem fazer parte do resultado da lucratividade. De igual forma essas grandezas podem ser utilizadas para conhecer cada setor da economia.
Se os neoclássicos acreditavam que perante uma crise econômica o Estado não deve interferir, porque a economia se auto-regula, Keynes afirma que a atuação do Estado deve ser do tipo intervencionista. Por esse motivo Paul Krugman (professor de assuntos econômicos e internacionais na Universidade de Princeton e ganhador do prêmio Nobel de economia de 2008) cita em seu livro "A Crise de 2008 e a Economia da Depressão" a atualidade da teoria keynesiana mediante a crise que se vê no fim da primeira década do século XXI. Assim como na crise de 1929, na crise atual os Estados vêm atuando intensamente, intervindo nas suas economias para salvar as empresas e auxiliar seus cidadãos. Nota-se que as grandes potências discutem sobre, a nacionalização de instituições financeiras, sobre a ajuda à setores industriais com recursos públicos e também colocam em pauta a possibilidade de encontrar uma solução conjunta para a crise. No G20, ficou definido recentemente que um afastamento do modelo americano de desenvolvimento capitalista poderá auxiliar de certa forma a superar o problema.
Cada vez mais a teoria keynesiana se atualiza mediante as intervenções estatais e a mão invisível de Adam Smith torna-se obsoleta.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Esse texto foi escrito para um trabalho da faculdade...
Dilema Criador X Criatura
A ausência de um Estado ou de uma organização supranacional, que tenha o controle do uso legítimo da violência, que possa regular normas e sancioná-las, é uma característica do sistema internacional, a política anárquica. Os Estados tem sua soberania, seus meios de dirigir a política doméstica e seus interesses próprios, porém a sua sobrevivência depende da segurança nacional. Os atores do cenário mundial sempre representarão um papel de desconfiança entre si, já que, até mesmo seu vizinho de fronteiras pode ser um inimigo potencial, ameaçando a segurança do Estado. A posição dos atores em se proteger contra possíveis ataques, deixou de ser defensiva e se torna ofensiva, pois seus vizinhos passam a temê-lo pela ostentação bélica que o Estado vai adquirindo a cada dia.
A resposta para esse cenário delicado veio com tratados propostos entre os Estados, assinados de forma voluntária, que discriminam as obrigações e direitos de cada um. Na área militar pode existir uma coalizão entre os Estados, para o enfrentamento de um inimigo em comum, pode ser apenas um acordo para cooperação momentânea (ad hoc) ou tornar-se uma aliança militar. Para outras questões existem os regimes internacionais, que são acordos específicos para cada área, dotados de princípios e normas a serem seguidas entre os países comprometidos. Muitos dos regimes internacionais tomam proporções maiores do que as esperadas como, por exemplo, a adesão de outros países à suas normas. Isso faz com que uma organização internacional se forme, pois um dos fatores que a caracteriza é o multilateralismo, ou seja, a junção de três Estados ou mais. O multilateralismo traz consigo o princípio da não-discriminação, da indivisibilidade e da reciprocidade difusa. A permanência e a institucionalização são outras características que compõe a organização internacional. A primeira delas afirma que o tempo de vida da organização é indefinido e que os Estados-membros podem retirar-se dela a qualquer momento, a institucionalização é formada pela previsibilidade de fatos e condutas que possam atacar os atores e pela vontade dos mesmos a adesão da organização.
A ONU é uma das organizações mais aceitas e reconhecidas mundialmente, tanto pelo número de Estados-membros que a compõe, quanto pela realização de seu sistema de segurança coletiva. Esse conceito de segurança visa o não-uso da agressão para obter resultados, pois todos os Estados-membros se comprometem a agir de forma coletiva nos casos de ameaça a paz ou a segurança de qualquer país. A garantia de que todos agirão dentro das regras e normas assinadas, é o princípio da reciprocidade e o interesse particular de cada Estado participante.
Os Estados preservam sua soberania, mas concordam em criar mecanismos multilaterais para atuar em diversas áreas comuns, como no caso da segurança coletiva. A criação de organizações internacionais e a sua manutenção é de inteira responsabilidade de seus voluntários. Já a autoridade da organização só é estabelecida quando um vasto número de atores a reconhece, mas ainda sim é uma autoridade descentralizada. Cada país pode interpretar de forma particular as ações dessa organização, por isso sua autoridade limita-se a dar conselhos aos Estados e não pode forçá-los a aplicá-los.
Dilema Criador X Criatura
A ausência de um Estado ou de uma organização supranacional, que tenha o controle do uso legítimo da violência, que possa regular normas e sancioná-las, é uma característica do sistema internacional, a política anárquica. Os Estados tem sua soberania, seus meios de dirigir a política doméstica e seus interesses próprios, porém a sua sobrevivência depende da segurança nacional. Os atores do cenário mundial sempre representarão um papel de desconfiança entre si, já que, até mesmo seu vizinho de fronteiras pode ser um inimigo potencial, ameaçando a segurança do Estado. A posição dos atores em se proteger contra possíveis ataques, deixou de ser defensiva e se torna ofensiva, pois seus vizinhos passam a temê-lo pela ostentação bélica que o Estado vai adquirindo a cada dia.
A resposta para esse cenário delicado veio com tratados propostos entre os Estados, assinados de forma voluntária, que discriminam as obrigações e direitos de cada um. Na área militar pode existir uma coalizão entre os Estados, para o enfrentamento de um inimigo em comum, pode ser apenas um acordo para cooperação momentânea (ad hoc) ou tornar-se uma aliança militar. Para outras questões existem os regimes internacionais, que são acordos específicos para cada área, dotados de princípios e normas a serem seguidas entre os países comprometidos. Muitos dos regimes internacionais tomam proporções maiores do que as esperadas como, por exemplo, a adesão de outros países à suas normas. Isso faz com que uma organização internacional se forme, pois um dos fatores que a caracteriza é o multilateralismo, ou seja, a junção de três Estados ou mais. O multilateralismo traz consigo o princípio da não-discriminação, da indivisibilidade e da reciprocidade difusa. A permanência e a institucionalização são outras características que compõe a organização internacional. A primeira delas afirma que o tempo de vida da organização é indefinido e que os Estados-membros podem retirar-se dela a qualquer momento, a institucionalização é formada pela previsibilidade de fatos e condutas que possam atacar os atores e pela vontade dos mesmos a adesão da organização.
A ONU é uma das organizações mais aceitas e reconhecidas mundialmente, tanto pelo número de Estados-membros que a compõe, quanto pela realização de seu sistema de segurança coletiva. Esse conceito de segurança visa o não-uso da agressão para obter resultados, pois todos os Estados-membros se comprometem a agir de forma coletiva nos casos de ameaça a paz ou a segurança de qualquer país. A garantia de que todos agirão dentro das regras e normas assinadas, é o princípio da reciprocidade e o interesse particular de cada Estado participante.
Os Estados preservam sua soberania, mas concordam em criar mecanismos multilaterais para atuar em diversas áreas comuns, como no caso da segurança coletiva. A criação de organizações internacionais e a sua manutenção é de inteira responsabilidade de seus voluntários. Já a autoridade da organização só é estabelecida quando um vasto número de atores a reconhece, mas ainda sim é uma autoridade descentralizada. Cada país pode interpretar de forma particular as ações dessa organização, por isso sua autoridade limita-se a dar conselhos aos Estados e não pode forçá-los a aplicá-los.
Quando estamos no 3º ano do ensino médio, acentuam-se as perguntas:
- Que faculdade você vai fazer? Vai fazer aonde?
E quem não tem algo em mente (como era o meu caso) fica literalmente perdido em meio a tantas opções. Logo no início pensei em fazer Publicidade e Propaganda, mas desisti quando conheci o curso de Relações Públicas. Fiquei muito encantada com a grade do curso, apesar de ser pouco conhecido. Depois decidi que iria cursar Direito. Um dos meus irmãos é advogado, então já aproveitei alguma dicas e cheguei a assistir um julgamento pra sentir de perto a profissão! Mas, dois advogados na família? Me apavora a idéia de abrir um consultoria chamada "Barreira & Barreira Advogados"!
Fiquei um tempo frustada, pensando, como eu conseguia deixar de escolher um curso em meio a tantas opções? Lendo jornais, pesquisando na internet comecei a me interessar pelo curso de RELAÇÕES INTERNACIONAIS. É um curso que tem se destacado recentemente em organizações-não governamentais, em grandes empresas e no governo, que foi a área que mais me interessei...
Comecei a pesquisar sobre as possíveis oportunidades de trabalho fora da área governamental também, mas a carreira diplomática me fascinou! Resumindo... atualmente estou cursando Relações Internacionais nas Faculdades Integradas Rio Branco, e estou muito satisfeita com a grade e com o corpo docente.
O meu objetivo com esse blog é publicar minhas singelas análises sobre o mundo das RI e também trocar informações com as pessoas que se interessam pelos mais diversos assuntos desse mundão!
Beijos...
- Que faculdade você vai fazer? Vai fazer aonde?
E quem não tem algo em mente (como era o meu caso) fica literalmente perdido em meio a tantas opções. Logo no início pensei em fazer Publicidade e Propaganda, mas desisti quando conheci o curso de Relações Públicas. Fiquei muito encantada com a grade do curso, apesar de ser pouco conhecido. Depois decidi que iria cursar Direito. Um dos meus irmãos é advogado, então já aproveitei alguma dicas e cheguei a assistir um julgamento pra sentir de perto a profissão! Mas, dois advogados na família? Me apavora a idéia de abrir um consultoria chamada "Barreira & Barreira Advogados"!
Fiquei um tempo frustada, pensando, como eu conseguia deixar de escolher um curso em meio a tantas opções? Lendo jornais, pesquisando na internet comecei a me interessar pelo curso de RELAÇÕES INTERNACIONAIS. É um curso que tem se destacado recentemente em organizações-não governamentais, em grandes empresas e no governo, que foi a área que mais me interessei...
Comecei a pesquisar sobre as possíveis oportunidades de trabalho fora da área governamental também, mas a carreira diplomática me fascinou! Resumindo... atualmente estou cursando Relações Internacionais nas Faculdades Integradas Rio Branco, e estou muito satisfeita com a grade e com o corpo docente.
O meu objetivo com esse blog é publicar minhas singelas análises sobre o mundo das RI e também trocar informações com as pessoas que se interessam pelos mais diversos assuntos desse mundão!
Beijos...
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